sexta-feira, 28 de agosto de 2015

O que é amar?

Estranho como as vezes nosso jeito de amar se parece mais com posse do que com amor... 


Gosto de refletir sobre uma frase que diz "ame as pessoas e use as coisas" porque as vezes parece que vivemos em nossos relacionamentos o contrário, coisificamos o outro e nos tornamos donos, e com isso controladores. Nada gera mais sofrimento do que viver como se fosse um refém do outro, sem liberdade, sem confiança, sem cumplicidade. 

Certa vez fui questionada sobre o que é um casamento afinal? E discutindo sobre isso chegamos a conclusão de que um casamento nada mais é do que duas pessoas que decidiram seguir juntas por um caminho, com o compromisso de ajudar o outro a ser melhor a cada dia. Se um relacionamento não te ajuda a melhorar como pessoa, a aperfeiçoar suas imperfeiçoes, vale a pena pensar o que ele agrega e o que significa, e principalmente como ambos tem conduzido esse relacionamento. O que eu tenho feito para melhorar, quais atitudes tenho tido de valorização do outro. Com qual zelo e cuidado tenho conduzido essa pessoa na dança da vida?

Ainda na adolescência adotei uma frase para minha vida que acredito ser uma grande verdade: "Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres. Se elas voltarem é porque as conquistei. Se não voltarem é porque nunca as possuí" - John Lennon

Assim, não precisamos controlar o outro, mas ser sempre uma boa companhia para a qual desejo voltar e continuar a caminhar, lado a lado. 

Um bom relacionamento é permeado de sentimentos bons, de dificuldades também, mas principalmente de bom humor e parceria para superar as adversidades.

Claudia Rainha
Especialista em Psicologia Clínica

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Amor ou insegurança?

Relacionamentos são necessários... porém as vezes as relações estabelecidas podem doer e deixar marcas não tão saudáveis assim...

Isso acontece quando nos relacionamos com pessoas "doentes" e algumas vezes também já marcadas pelas dores da vida. 

Quando pensamos o ciúmes, por exemplo, em uma certa medida pode ser positivo, mas o limite entre o saudável e o patológico está quando é disparado em um dos parceiros a sensação de medo, e surgem comportamentos como a omissão de fatos - "não posso contar isso" ou "se ele(a) souber... nossa não posso nem imaginar". Esse comportamento pode ser compreendido como uma diminuição da cumplicidade e da confiança, uma vez que não posso ser "eu mesmo" e alguns fatos da vida são omitidos, amizades são camufladas ou deixadas de lado.

Uma relação saudável desperta no outro o que há de melhor. Ajuda a desenvolver e a crescer. Se uma relação não te faz uma pessoa melhor, talvez seja a hora de pensar os caminhos que esse relacionamento tem tomado. 

Brigas, discussões, verificações de celular e páginas nas redes sociais podem ser os primeiros indícios de que sua relação precise de atenção. A insegurança desperta a desconfiança, que gera ciúmes e este por sua vez pode assumir uma intensidade e uma frequência desagradável, desconfortável e por fim patológica, quando limita o outro e às vezes o subjuga. 

Por trás do ciúmes frequentemente encontramos uma pessoa insegura, com um complexo de inferioridade considerável. A necessidade de monitorar a outra pessoa surge de medo de perder, de ser trocado, de que encontre alguém que seja melhor, se apaixone por outro(a), ou seja, "eu não sou bom (boa) o suficiente para mantê-la(o) comigo". 

"se eu não'cuidar' do que é meu ..." - o que está por trás dessas falas e controle é a auto imagem negativa, depreciativa. Que pode estar pautada na insegurança e no complexo de inferioridade. 

A insegurança pode aparecer quando a relação não progride para um nível de confiança e cumplicidade. Não ter a certeza de que o outro está sendo verdadeiro e que não está na relação por inteiro gera ainda mais insegurança. Aqui é possível encontrar pessoas que também foram machucadas por outros relacionamentos e tem esse comportamento (de entregar-se com reservas) como uma defesa.  

O medo de relacionar-se e as defesas dentro dos relacionamentos serão temas dos próximos textos!!

E você? Você se considera uma pessoa ciumenta? De onde você acredita que vem esse comportamento?
Envie sua pergunta ou comentário, me ajude a construir a continuação deste texto!!!!






segunda-feira, 25 de maio de 2015

Mas ele(a) pode mudar, não pode?

Bom essa é a nossa pergunta inicial, que tentarei responder ao longo deste texto.

Quando recebo pacientes que estão a procura de um relacionamento amoroso uma das primeiras tarefas que fazemos é: Elaborar uma lista com as características (físicas, gostos e valores, personalidade...) que a pessoa precisa ter e quais “defeitos” eu (paciente) tolero? Gosto de pensar que relacionamentos são feitos de pessoas imperfeitas, com seus erros e acertos, pensar quais as características positivas eu gostaria que ela(ele) tivesse, é fácil? Mas... essa pessoa não encaixará exatamente nos seus desejos, como os ditados populares insistem em dizer: “a tampa da minha panela” (com encaixe perfeito?), “a metade da minha laranja” (?!), ou ainda como os contos de fadas erroneamente afirmam: e a príncipe a beijou (na cena mais linda e perfeita, como o príncipe aliás) e foram felizes para sempre... que a música contradiz sabiamente “que o pra sempre, sempre acaba”.

É importante pensar o que você espero do relacionamento, assim como se perguntar quais defeitos você consegue aceitar, dentro dos seus valores e limites. É simples: tem “coisas” que você não aceitaria, outras dá para conviver... rsrsrs
O problema da pergunta inicial é justamente escolher alguém que para ser “ideal” precise mudar.  Ou que para que o relacionamento dê certo, precise se transformar em uma outra pessoa. Alguns ajustes até podem ser necessários, um aperfeiçoar-se, por isso, ele precisa ter aspectos que eu admiro e valorizo, com algumas imperfeições que podem ser relevadas, ou com um toque de delicadeza, lapidada.
É fato que por amor algumas pessoas mudam, e na maioria das vezes para melhor, mas isso não é uma regra. Conheci uma pessoa certa vez que para namorar com a garota que gostava parou de beber. Nesse caso ele mudou para melhor, porque deixou uma vida de bebedeiras, de bares, de inconsequências  e assumiu uma vida mais responsável e madura.

Um relacionamento que comece com uma perspectiva de mudança, já começa complicado. Mudar exige esforço, desejo e motivação. É preciso  querer. O que vemos com maior frequência é o “defeito” aumentando com o tempo. Vou usar novamente a bebida como exemplo, por ser um problema comum e que mesmo que você não viva um problema assim, será fácil de imaginar e compreender. Uma esposa que reclama das bebedeiras do marido, quando questionada como ele era antes do casamento, responderá: “ele já bebia, porém não era nessa intensidade e frequência”. O fato é que com o tempo algumas imperfeições se acentuam. E aí começam os desconfortos. Por isso, é necessário pensar quais defeitos, limites e dificuldades você consegue aceitar.



Voltando a pergunta inicial: Mas ele pode mudar, não pode? Sim, acredito que todos podem mudar, porém, como vimos acima, é preciso pensar se esse relacionamento realmente vale a pena, uma vez que já começa com uma perspectiva de mudança. Porém, há muitos casos que o relacionamento ajuda a melhorar, a curar feridas e a tomar atitudes diferentes diante de determinadas situações da vida. No entanto, gostaria de deixar essa reflexão aqui: por que para aceitá-lo e para darmos certo ele(a) precisa mudar? Vale a pena investir em um relacionamento assim? O outro percebe a necessidade de mudar? Ele(a) percebe essa mudança como necessária e como uma forma de aperfeiçoamento pessoal? Está disposto a mudar?

Também gostaria de colocar um outro ponto para refletir: por que você precisa que o outro mude? Essa mudança é realmente necessária, ou ela faz parte das suas inseguranças?


Esse post tem por objetivo proporcionar a reflexão, e não dar uma receita de como os relacionamentos podem ser mais prazerosos, afinal, se um relacionamento é feito de duas pessoas, teremos pelo menos duas visões diferentes, dois modos de responder à vida e dois modos de perceber o que acontece ao redor. Por isso, é preciso ter cuidado, não existe certo ou errado, mas modos diferentes de viver.


sexta-feira, 15 de maio de 2015

         Cadê meu príncipe? Virou sapo?

                                                   E a minha princesa, indefesa e delicada???




Relacionamentos nem sempre são perfeitos, mas gosto de dizer que eles são necessários. Somos seres criados para o relacionamento. Não fomos feitos para ficarmos sozinhos, muito pelo contrário, sozinhos adoecemos, enlouquecemos e morremos (não necessariamente nessa ordem - rsrs).

Quando seu relacionamento deixa de caminhar como você gostaria vale a pena elencar uma relação do que não está legal, e essa lista é fácil de fazer... mas além dessa é preciso parar para pensar no que está bem e principalmente em quais foram os motivos que fizeram com que um dia você decidisse unir sua história a dele (a). Quais eram os valores, os sonhos, as características pessoais.

Vivemos em uma sociedade descartável, onde tudo é trocado muito rápido.  Consertar não vale à pena. E às vezes fica mais caro... e isso é bem verdade quando falamos de aparelhos eletrônicos. Mas não é assim, não deve ser assim, quando falamos de pessoas, de histórias e de relacionamentos. Mudar exige tempo, não é somente resetar ou formatar.

Páre para pensar por que um dia valeu a pena, e analise com sinceridade, se desistir é realmente o caminho melhor e mais fácil. 

Gosto particularmente da frase de Guimarães Rosa que diz:
e bonito do mundo é isso: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam.

Talvez o que precise acontecer seja justamente essa afinação, para que vocês voltem a tocar a mesma canção. Busque ajuda, em muitos casos a terapia de casal pode ajudar a encontrar caminhos possíveis e até mesmo lhe ajudar a identificar onde as mudanças precisam acontecer na vida do casal.

Tenho uma paciente que a primeira fala dela na sessão foi “meu casamento está por um fio e já vejo esse único fio se desprendendo. Estar aqui é a minha última aposta, minha última ficha.” Ambos passaram pela terapia individual, e agora estão juntos na de casal. E posso dizer com toda tranqüilidade que eles estão juntos e felizes. Buscando a coerência enquanto casal, retomando a intimidade, o diálogo e a conversa.

E você? Já pensou em fazer Terapia de Casal?  

Para finalizar, abaixo segue um trecho de uma das músicas do Teatro Mágico, pense um pouco se hoje você está no lado do FAZ DE CONTA ou do FAZ ACONTECER.


"No nosso livro, na nossa história, 
É faz de conta ou é faz acontecer?"








sexta-feira, 1 de maio de 2015

A mudança começa em mim primeiro

A mudança começa em mim primeiro


Quando recebo um paciente que reclama do comportamento do(a) companheiro(a) pergunto há quanto tempo isso acontece, ou há quanto tempo é assim? Na maioria das vezes a resposta é sempre! Opa? Sempre como cara pálida?!
Para continuar pergunto: o que fez com que você se apaixonasse por essa pessoa? E aí... para a assustadora maioria... descobrimos que geralmente nos apaixonamos pelas mesmas características que incomodam tanto hoje. Explico.
Por exemplo: “uma das coisas que me atraía nele era a tranquilidade, não era uma pessoa estressada e me acalmava na minha agitação – dizia uma paciente. Uma das queixas dessa paciente é que o marido não faz nada, o mundo pode estar caindo na cabeça dele e ele continua nessa tranquilidade que a incomoda!!!
            Exemplo 2: “ele era uma pessoa muito sociável, tinha papo pra tudo, sempre foi de fazer muitos amigos, fazia o estilo bonachão.” E hoje -  “Ele não ajuda em nada, mas vive marcando churrasco com os amigos aqui em casa, todo feriado a casa está cheia... e eu é quem fico com todo o trabalho enquanto ele fica fazendo sala... ahhh” e por aí segue.
E para finalizar um exemplo meu. Sempre disse ao meu esposo que uma das caracteristicas que mais admirava nele era a inteligência. Ele era o cara na faculdade que estudava, não ia para festas, se isolava no quarto estudando. Hoje ele está no Doutorado e às vezes o pego onde? Isolado no quarto estudando, mas ele não é assim hoje. Aliás na maioria das vezes o que nos incomoda hoje, já foi uma qualidade no passado, observe.
Como fazer então?
Brigas, discussões, exigências, “cara feia” ou qualquer outro comportamento agressivo não levará a lugar algum. Embora muitos maridos e namorados odeiem a sigla “D.R.”, discutir a relação é necessário algumas vezes, sem diálogo tudo tende a tornar-se mais dificil.  
Um bom jeito de conduzir essa discussão é mostrar do que você sente falta, ou como esse comportamento tem prejudicado em determinada situação, com objetividade e clareza. Ao invés de somente exigir, proponha soluções, pensem juntos.  Um relacionamento é uma construção onde a cooperação de ambos é necessária.
Ao conversar sobre o que não vai bem, selecione o assunto, não adianta reclamar de 10 comportamentos de uma vez ... escolha um ou dois, os demais você pode ir abordando aos poucos, em doses homeopáticas eu diria. Além disso, dê exemplos atuais, nada de buscar exemplos do fundo do baú para trazer a tona, aliás, isso é uma das coisas que mais cansam nas conversas.
Aprenda a olhar o que há de bom. Elogie. E ao perceber a mudança surgindo, elogie ainda mais. É preciso aprender a reforçar os bons comportamentos e iniciativas. Deixe de lado a afirmação “não fez mais que a obrigação!”. Quando falamos de relacionamento ninguém é obrigado a nada.
Se você deseja ver mudanças no mundo a sua volta, primeiro será preciso mudar seu mundo interno.  Sempre digo aos meus pacientes que “quando eu mudo minha postura diante de uma pessoa, é inevitável que ela mude também”.  
“Seja a mudança que você deseja ver no mundo” – Dalai Lama

Para ilustrar o que escrevo ao longo deste post indico o filme Prova de Fogo. Assista, vale a pena. Boa reflexão!!



domingo, 26 de abril de 2015

Casamento: quando a expectativa vira dor


Tenho acompanhado alguns casais que trazem uma grande frustração que incomoda e machuca o coração. 
Em geral quando pensamos a vida dentro do casamento, é comum encontrarmos pensamentos de alegria, felicidade, parceria, compartilhamento de sonhos e de vida... Porém, a realidade nem sempre é esta. Embora o casamento seja muito sonhado e idealizado, o fato é que tem aumentado o número de pessoas que se veem sozinhas dentro do relacionamento, seja no cuidado da casa, com a educação dos filhos e até mesmo para manter as finanças da casa.
Uma das causas que geram insatisfação é a idealização do(a) parceiro(a), de suas atitudes e comportamentos. Uma vez que a expectativa não é atingida, gerando descontentamento e decepção. A frequência com que a expectativa não é alcançada pode gerar um desencantamento e a sensação de que o casamento deixou de valer a pena, pois a sensação de estar sozinho(a) aumenta.

Um caminho possível para diminuir o desconforto é cuidar para que sua expectativa não se torne uma exigência. O diálogo é sempre o melhor caminho para a resolução dos conflitos, assim, procure conversar com seu parceiro(a) sobre o que te incomoda e juntos pensem em soluções para melhorar o relacionamento. O outro precisa saber o que você espera, e ambos precisam compreender que ceder faz parte do relacionamento. No entanto, é preciso tomar cuidado para que uma das partes não seja a que sempre cede ou ainda que um dos parceiros ceda tanto ao ponto de desconfigurar-se de si mesmo e perder sua identidade, mas isso é assunto para outro post – aguarde!! 

Abaixo um vídeo para refletir sobre o post. 


Claudia Rainha
Especialista em Psicologia Clínica
#porquevivereurgente



segunda-feira, 16 de março de 2015

Superando seus medos

E hoje tive a felicidade de receber a foto ao lado de uma paciente. No comentário ela dizia: "Estou em um prédio alto, num hospital com essa chuva vindo. Hj eu viro gente. kkkk"

Essa paciente encontra-se no final do tratamento, depois de praticar muito o acalme-se e a respiração diafragmática... hoje sente-se tranquila conseguindo inclusive olhar pela janela do alto de um prédio, ver a tempestade e não entrar em pânico.

Uma das grandes formas de superar o medo é NÃO FUGIR DELE. Quanto mais fugimos, maior ele tende a ficar. Todo medo tem uma raiz e a psicoterapia ajuda a esclarecer e a superar sua origem. Ressignificar o momento do trauma é fundamental para poder passar por situações semelhantes sem disparar o gatilho da emoção.

É tornar-se autor de sua própria história e decidir se quer tomar um banho de chuva, ou dormir ao som dela.

Claudia Rainha - Especialista em Psicologia Clínica.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Medo e Ansiedade

Medo e Ansiedade: para que serve e como funcionam

O medo e a ansiedade não são sentimentos exclusivos da nossa espécie, outros animais também manifestam reações de medo como cachorros, cavalos, gatos e até mesmo tartarugas. Por que isso acontece? Por que temos que sentir medo ou ansiedade? Para que isso serve?
                Esses sentimentos existem para nos dar limites, e para isso precisam ser desconfortáveis. Uma pessoa sem limites é capaz de fazer qualquer coisa, inclusive colocar-se em situações de perigo.  Nesse sentido, o medo e a ansiedade agem como mecanismos de PROTEÇÃO, tanto para nós, quanto para os outros animais. 
              Uma vez que somos capazes de calcular riscos, podemos prever situações perigosas e nos protegermos, antes mesmo de acontecerem (como é no caso da ansiedade). O medo por sua vez é uma reação automática a um perigo iminente, ou seja, que esteja bem na nossa frente. Medo e Ansiedade estão relacionados com o que achamos e ou imaginamos que pode vir a acontecer, ou seja, estão voltados para o futuro e só aparece quando nos sentimos ameaçados ou em perigo ( ainda que este seja somente imaginário).
               Uma situação de perigo ( real ou imaginário) levará nosso corpo a responder de modo a lutar ou fugir. Geralmente fugimos quando temos alguma margem de tempo e lutamos quando estamos muito acuados. Assim nossas chances de escapar ilesos ou pelo menos vivos da ameaça aumentam, porém nosso corpo precisa modificar toda nossa estrutura para poderemos responder a essa situação, observe:
             Se estivermos frente a uma ameaça real, como um cachorro ou um ladrão provavelmente você sinta:
Ø  Seu coração disparar: é preciso muito sangue para irrigar braços e pernas.
Ø  Mais sangue = mais necessidade de oxigênio, por isso sua respiração fica mais ofegante ou têm-se a sensação de “ficar sem ar”.
Ø  Os músculos das pernas, braços, costas e abdome recebem mais sangue, a musculatura torna-se mais rígida (tensa)
Ø  Mãos e pés recebem menos sangue, por isso ficam geladas.
Ø  Se todo meu corpo produz mais energia, também produzo mais calor e conseqüentemente o suor aumenta para equilibrar a temperatura corporal.
Ø  O processo digestivo praticamente pára, é mais importante manter-se vivo do que fazer a digestão de um alimento, a boca seca e algumas pessoas tem a sensação de ficarem enjoadas quando ficam muito nervosas.
                           O objetivo de toda essa mudança é deixar-nos preparados para responder ao perigo, seja ele real ou imaginário. E para que luta ou fuga sejam realmente eficientes precisamos estar prontos o mais rápido possível.
        Um fato interessante é que nosso cérebro não está preocupado em avaliar se a interpretação que fazemos do perigo é real ou imaginária. Nosso cérebro por mais aprimorado que seja, não consegue fazer essa distinção. Às vezes uma avaliação distorcida pode gerar todos esses sintomas, como é o caso de uma barata. Racionalmente, quem corre risco de vida? A barata evidentemente.  Porém, mesmo assim muitas pessoas interpretam na barata uma grande ameaça, reagindo com sintomas físicos e fugindo rapidamente. Esse é um exemplo clássico do medo irracional. Geralmente não paramos para avaliar racionalmente, vemos algo que consideramos perigoso, nosso corpo reage e só depois paramos para avaliar.
        Se você reparar, diante de uma ameaça geralmente ficamos muito nervosos, é uma reação quase imediata. A primeira vontade é fugir, porém, embora a fuga leve a um alívio imediato a longo prazo só reforçará o medo e o tornará ainda mais forte. Porém, se enfrentarmos a situação perceberá que a ansiedade sobe, mas com o passar do tempo sua intensidade diminui. Se a ansiedade foi “feita” para nos proteger, ela não pode nos matar. Caso o quadro agudo de ansiedade permaneça por muito tempo (sem necessidade) pode levar o corpo a exaustão, então o próprio corpo trata de acabar com a descarga de adrenalina, restaurando o estado normal do nosso organismo. Você pode perceber isso em seu corpo, geralmente sentimos a ansiedade diminuir com o tempo.

        Uma vez que decidimos enfrentar o medo, da segunda e da terceira vez a intensidade das sensações serão cada vez menores. Ainda que seu medo seja muito grande e sua ansiedade parece insuportável, permaneça na situação, insista, não desista. Somente o enfrentamento poderá ajuda-lo a superar o medo. Lembre-se de avaliar o significado que tem dado para cada situação. 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Programa de Transtornos Alimentares na Infância e Adolescência

Adolescentes com anorexia
O Programa de Transtornos Alimentares na Infância e Adolescência do IPq dispõe de vagas em projeto de pesquisa para adolescentes de ambos os sexos, de 12 a 17 anos, que apresentem perda de peso intensa à custa de dietas rígidas, obstinação na busca pela magreza, distorção da imagem corporal e outros.
Os pacientes participarão de sessões de psicoterapia psicodinâmica de grupo durante 6 (seis) meses, bem como tratamento multidisciplinar usual. 
Informações e inscrições para triagem pelo e-mail protad.hc@uol.com.br - informar nome completo do adolescente, data de nascimento, nome dos pais ou responsáveis, motivo da procura pelo atendimento e telefones de contato.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Terapia Cognitivo-Comportamental - TCC

A Terapia Cognitivo Comportamental é uma psicoterapia breve, estrutura através de metas e orientada para o presente. Direcionada para a resolução de problemas atuais através da modificação de pensamentos e do significado que o paciente atribui aos eventos da vida. 
A Terapia Cognitiva pressupõe que o pensamento distorcido ou disfuncional influência o humor e o comportamento das pessoas. Essa distorção estaria ligada a um sistema de crenças individual que é construído no decorrer da vida através da experiência. Logo, alterando a forma de pensar, é possível alterar o comportamento e o humor.
A Terapia busca instrumentalizar o paciente para descobrir quais são seus pensamentos e suas crenças disfuncionais, fornecendo a este, ferramentas que o auxiliem na avaliação racional das situações, diminuindo progressivamente a força que as crenças irracionais, geralmente rígidas e exageradas, possuem sobre seu modo de perceber e avaliar os eventos.
De acordo com Moya-Abiol, L. at all (2005) uma situação será estressante quando o individuo a percebê-la com tal, dessa forma, o estresse não será determinado pelo fato em si, mas pela forma como o vivenciamos e atribuímos valores.
A percepção exerce grande influência no modo como compreendemos e atribuímos significado a realidade que nos cerca. Aqui é importante considerar que a atividade em si não desencadeia um transtorno psicológico, depende fundamentalmente da forma como o indivíduo vivencia seu cotidiano e o repertório de respostas que adquiriu no decorrer de sua experiência de vida. 


Bibliografia:
BACHION, M.M., ABREU, L.O., GODOY, L.F., COSTA, E.C. Vulnerabilidade ao Estresse entre professores de uma Universidade Pública. Rev de Enfermagem, Rio de Janeiro, 13 (1):32-37, jan-abr, 2005
BECK, J. S. Terapia Cognitiva: Teoria e Prática. Trad. Sandra Costa. Artmed, Porto Alegre, 1997 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Daqui pra frente apenas o que couber no bolso e no coração

Seja bem vindo 2015... uma nova oportunidade para escrever boas estórias e realizar bons encontros.