A mudança começa em mim primeiro
Quando
recebo um paciente que reclama do comportamento do(a) companheiro(a) pergunto há
quanto tempo isso acontece, ou há quanto tempo é assim? Na maioria das vezes a
resposta é sempre! Opa? Sempre como cara pálida?!
Para
continuar pergunto: o que fez com que você se apaixonasse por essa pessoa? E
aí... para a assustadora maioria... descobrimos que geralmente nos apaixonamos
pelas mesmas características que incomodam tanto hoje. Explico.
Por
exemplo: “uma das coisas que me atraía nele era a tranquilidade, não era uma
pessoa estressada e me acalmava na minha agitação – dizia uma paciente. Uma das
queixas dessa paciente é que o marido não faz nada, o mundo pode estar caindo
na cabeça dele e ele continua nessa tranquilidade que a incomoda!!!
Exemplo 2: “ele era uma pessoa muito sociável, tinha papo pra tudo, sempre foi de fazer muitos amigos, fazia o estilo bonachão.” E hoje - “Ele não ajuda em nada, mas vive marcando churrasco com os amigos aqui em casa, todo feriado a casa está cheia... e eu é quem fico com todo o trabalho enquanto ele fica fazendo sala... ahhh” e por aí segue.
Exemplo 2: “ele era uma pessoa muito sociável, tinha papo pra tudo, sempre foi de fazer muitos amigos, fazia o estilo bonachão.” E hoje - “Ele não ajuda em nada, mas vive marcando churrasco com os amigos aqui em casa, todo feriado a casa está cheia... e eu é quem fico com todo o trabalho enquanto ele fica fazendo sala... ahhh” e por aí segue.
E
para finalizar um exemplo meu. Sempre disse ao meu esposo que uma das
caracteristicas que mais admirava nele era a inteligência. Ele era o cara na
faculdade que estudava, não ia para festas, se isolava no quarto estudando.
Hoje ele está no Doutorado e às vezes o pego onde? Isolado no quarto estudando,
mas ele não é assim hoje. Aliás na maioria das vezes o que nos incomoda hoje,
já foi uma qualidade no passado, observe.
Como
fazer então?
Brigas,
discussões, exigências, “cara feia” ou qualquer outro comportamento agressivo não
levará a lugar algum. Embora muitos maridos e namorados odeiem a sigla “D.R.”,
discutir a relação é necessário algumas vezes, sem diálogo tudo tende a
tornar-se mais dificil.
Um
bom jeito de conduzir essa discussão é mostrar do que você sente falta, ou como
esse comportamento tem prejudicado em determinada situação, com objetividade e
clareza. Ao invés de somente exigir, proponha soluções, pensem juntos. Um relacionamento é uma construção onde a
cooperação de ambos é necessária.
Ao
conversar sobre o que não vai bem, selecione o assunto, não adianta reclamar de
10 comportamentos de uma vez ... escolha um ou dois, os demais você pode ir
abordando aos poucos, em doses homeopáticas eu diria. Além disso, dê exemplos
atuais, nada de buscar exemplos do fundo do baú para trazer a tona, aliás, isso
é uma das coisas que mais cansam nas conversas.
Aprenda
a olhar o que há de bom. Elogie. E ao perceber a mudança surgindo, elogie ainda
mais. É preciso aprender a reforçar os bons comportamentos e iniciativas. Deixe
de lado a afirmação “não fez mais que a obrigação!”. Quando falamos de relacionamento
ninguém é obrigado a nada.
Se
você deseja ver mudanças no mundo a sua volta, primeiro será preciso mudar seu
mundo interno. Sempre digo aos meus
pacientes que “quando eu mudo minha postura diante de uma pessoa, é inevitável
que ela mude também”.
“Seja
a mudança que você deseja ver no mundo” – Dalai Lama
Para
ilustrar o que escrevo ao longo deste post indico o filme Prova de Fogo. Assista, vale a pena. Boa reflexão!!

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