sexta-feira, 1 de maio de 2015

A mudança começa em mim primeiro

A mudança começa em mim primeiro


Quando recebo um paciente que reclama do comportamento do(a) companheiro(a) pergunto há quanto tempo isso acontece, ou há quanto tempo é assim? Na maioria das vezes a resposta é sempre! Opa? Sempre como cara pálida?!
Para continuar pergunto: o que fez com que você se apaixonasse por essa pessoa? E aí... para a assustadora maioria... descobrimos que geralmente nos apaixonamos pelas mesmas características que incomodam tanto hoje. Explico.
Por exemplo: “uma das coisas que me atraía nele era a tranquilidade, não era uma pessoa estressada e me acalmava na minha agitação – dizia uma paciente. Uma das queixas dessa paciente é que o marido não faz nada, o mundo pode estar caindo na cabeça dele e ele continua nessa tranquilidade que a incomoda!!!
            Exemplo 2: “ele era uma pessoa muito sociável, tinha papo pra tudo, sempre foi de fazer muitos amigos, fazia o estilo bonachão.” E hoje -  “Ele não ajuda em nada, mas vive marcando churrasco com os amigos aqui em casa, todo feriado a casa está cheia... e eu é quem fico com todo o trabalho enquanto ele fica fazendo sala... ahhh” e por aí segue.
E para finalizar um exemplo meu. Sempre disse ao meu esposo que uma das caracteristicas que mais admirava nele era a inteligência. Ele era o cara na faculdade que estudava, não ia para festas, se isolava no quarto estudando. Hoje ele está no Doutorado e às vezes o pego onde? Isolado no quarto estudando, mas ele não é assim hoje. Aliás na maioria das vezes o que nos incomoda hoje, já foi uma qualidade no passado, observe.
Como fazer então?
Brigas, discussões, exigências, “cara feia” ou qualquer outro comportamento agressivo não levará a lugar algum. Embora muitos maridos e namorados odeiem a sigla “D.R.”, discutir a relação é necessário algumas vezes, sem diálogo tudo tende a tornar-se mais dificil.  
Um bom jeito de conduzir essa discussão é mostrar do que você sente falta, ou como esse comportamento tem prejudicado em determinada situação, com objetividade e clareza. Ao invés de somente exigir, proponha soluções, pensem juntos.  Um relacionamento é uma construção onde a cooperação de ambos é necessária.
Ao conversar sobre o que não vai bem, selecione o assunto, não adianta reclamar de 10 comportamentos de uma vez ... escolha um ou dois, os demais você pode ir abordando aos poucos, em doses homeopáticas eu diria. Além disso, dê exemplos atuais, nada de buscar exemplos do fundo do baú para trazer a tona, aliás, isso é uma das coisas que mais cansam nas conversas.
Aprenda a olhar o que há de bom. Elogie. E ao perceber a mudança surgindo, elogie ainda mais. É preciso aprender a reforçar os bons comportamentos e iniciativas. Deixe de lado a afirmação “não fez mais que a obrigação!”. Quando falamos de relacionamento ninguém é obrigado a nada.
Se você deseja ver mudanças no mundo a sua volta, primeiro será preciso mudar seu mundo interno.  Sempre digo aos meus pacientes que “quando eu mudo minha postura diante de uma pessoa, é inevitável que ela mude também”.  
“Seja a mudança que você deseja ver no mundo” – Dalai Lama

Para ilustrar o que escrevo ao longo deste post indico o filme Prova de Fogo. Assista, vale a pena. Boa reflexão!!



Nenhum comentário: