Qual imagem vem em sua cabeça primeiro quando falamos em Violência Doméstica - contra a mulher?
É comum pensar a violência doméstica como algo distante, ou como uma realidade das periferias ou das regiões carentes do nosso país... no entanto a realidade bate a porta e nos convida a olhar de perto para essas vítimas da violência.
Nesse final de semana refletíamos sobre o "por que de algumas mulheres permanecerem nessa situação", "o que lhes falta para dar um basta na situação e ir embora"...
Nem sempre é fácil deixar as amarras que nos prendem. A violência deixa como marca a queda considerável da auto-estima. Torna a pessoa vulnerável, muitas vezes sem coragem de deixar o agressor, não por amor, mas por estar presa em uma teia de medo, frustrações, vergonha e baixa auto-estima que dificultam a decisão de ir embora.
Ainda que seja divulgado na mídia, que se veiculem vídeos no youtube sobre as agressões a mulheres e se falem tanto da necessidade da denúncia, o fato é que a vergonha e o constrangimento ainda vencem essa batalha.
As agressões começam pequenas, com palavras, uma agressão leve com um tapa ou um soco no braço e vão aumentando. Na grande maioria das vezes seguidas de pedidos de desculpas, promessas de que não voltará a acontecer, as vezes uma noite romântica... etc etc...
Uma das falas comuns que encontro em meus pacientes é que o agressor na maioria das vezes assume a culpa seguida de um masss.... "eu perdi a cabeça, é que você com esse seu jeito..." ou seja, perdi a cabeça porque você me fez perder, ou "a culpa é sua". Esse jogo psicológico fragiliza a vítima, que muitas das vezes sente-se mesmo culpada.
De qualquer forma nada justifica a agressão, seja o ciumes, o nervosismo, a bebida... nada pode ser uma desculpa para agredir o outro.
Se esse post chegou até você que sofre com a violência doméstica contra a mulher, me escreva. Tentarei ajudá-la dentro dos limites da sua realidade e encorajá-la a mudar esse quadro. Você não precisa permanecer nessa situação para sempre. Há grupos de apoio e ong's que podem auxiliá-la nessa trajetória.
Coragem! Há mais força dentro de você do que você um dia já imaginou!!!!
Claudia Rainha - Psicóloga Clínica

